segunda-feira, 6 de junho de 2016

Ministro da Cultura, Marcelo Calero, diz que Lei Rouanet foi demonizada, mas que será ajustada e valorizada


As polêmicas envolvendo o ministério da Cultura não param. Em entrevista ao programa "Preto no Branco" (Canal Brasil), exibida neste domingo (5), o novo ministro, Marcelo Calero, soltou o verbo e falou sobre a Lei Rouanet, dizendo que ela foi "demonizada" na gestão de Juca Ferreira, e que passará por ajustes, sendo inclusive valorizada. O ministro também criticou o protesto contra o impeachmeat em Cannes, o qual classificou de "infantil". Saiba mais!!

Na entrevista ao programa "Preto no Branco" (Canal Brasil), exibida neste domingo (5), Calero falou soltou o verbo e fez críticas á gestão de seu antecessor, Juca Ferreira. Para ele, o período contribuiu para a "demonização" da Lei Rouanet.

"A gente não pode pegar um ou outro caso, de um musical que poderia ter conseguido, sem a Lei Rouanet, a sua viabilidade, e dizer que a lei é uma porcaria e jogar tudo na lata do lixo. Hoje, a Lei Rouanet patrocina orquestras Brasil afora, museus importantíssimos. Se não fosse a Rouanet, a Orquestra Sinfônica Brasileira não existiria."

Calero disse que estuda fazer ajustes no mecanismo de incentivo cultural e que do total de isenções fiscais concedidas pela União, fica apenas 0,6% para a Cultura, o que "não justifica esse discurso do ódio contra a Lei Rouanet", disse o ministro. 


Protesto "infantil"

Na entrevista, o ministro também comentou sobre a manifestação na sessão de gala do longa "Aquarius", em Cannes, pelo diretor Kleber Mendonça Filho, os atores Sonia Braga, Humberto Carrão e Maeve Jinkings, entre outros envolvidos na produção, que levantaram cartazes dizendo que o processo de impeachment de Dilma Rousseff era um golpe.


Para Calero, foi um ato de irresponsabilidade fazer um posicionamento político pessoal sem levar em conta o prejuízo a imagem do país em âmbito internacional. 

"Eu acho muito ruim. Como qualquer manifestação, tem que ser respeitada, isso está fora de questionamento. Agora, acho ruim, em nome de um posicionamento político pessoal, causar prejuízos à reputação e à imagem do Brasil", afirmou o ministro.

Elenco de 'Aquarius' fez um protesto no tapete vermelho da premiação de cinema de Cannes

"Estão comprometendo em nome de uma tese política, e isso é ruim. Eu acho até um pouco totalitário, porque você quer pretender que aquela sua visão específica realmente cobre a imagem de um país inteiro. Eu acho que a democracia precisa ser respeitada e acho que é um desrespeito falar em golpe de Estado com aqueles que viveram o golpe realmente, o de 1964. Pessoas morreram. E as pessoas esquecem isso. Então eu acho [o protesto] de uma irresponsabilidade quase infantil, disse Calero"

Em entrevista à Folha após a manifestação em Cannes, o diretor do filme, Kleber Mendonça, afirmou que o país vive numa democracia e que tem o direito de expressar o que acha sobre temas políticos. "O protesto em Cannes foi um gesto simbólico. O país está dividido", avaliou.

Na verdade, dividido e vivendo uma verdadeira novela onde ficamos aguardando as "cenas dos próximos capítulos".

CN News By Marcia Cruz
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