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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Rio Grande do Norte deve retomar liderança na produção de castanha



O Rio Grande do Norte, que hoje figura como o terceiro maior produtor, atrás dos estados do Ceará e do Piauí, pode retomar o protagonismo nacional da produção de castanha de caju, como ocorreu até meados de 2010. É que, segundo prognóstico feito pelo chefe da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, o Estado deve triplicar a produtividade nos próximos oito anos, saltando de 17 mil toneladas para 50 mil toneladas produzidas ao ano, o que representará cerca de R$ 300 milhões.

A estimativa do pesquisador foi apresentada no Seminário da Cajucultura, no Auditório Amâncio Ramalho, na Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). O evento integrou a programação científica da Expofruit. A “virada da cajucultura potiguar”, como classificou Saavedra, deve ocorrer a partir de outubro de 2022, quando serão lançados e inseridos em pomares de regiões serranas do estado, a exemplo de Serra de Santana, dois novos clones de cajueiro-anão desenvolvidos pela Embrapa.

Adaptados às condições climáticas da região por meio de melhoramento genético, os clones possuem, como principal característica, a alta produtividade. Gustavo Saavedra adverte, no entanto, que somente a chegada de novos clones de cajueiro não serão capazes de alavancar a produção. Investir no manejo e no melhoramento genético será determinante para que a produtividade de castanha de caju seja triplicada no Rio Grande do Norte, associado, ainda, ao cultivo em áreas tradicionais, como nos municípios de Severiano Melo e Serra do Mel, na região Oeste.


“Triplicar a produção é uma meta bem realística. O clone 1 e o clone 2, como estão sendo chamados, passaram por testes e performaram muito bem nas regiões de serra, com produtividade bem elevada. Isso traz novas perspectivas para a cajucultura potiguar, a partir do momento que temos disponível, também, excelente melhoramento genético e excelente manejo, indispensáveis ao aumento na produção”, avalia.

Atualmente, a cajucultura movimenta cerca de R$ 100 milhões . “Hoje, temos uma produção de 7 mil toneladas, cerca de 320 quilos por hectare/ano o que é bem baixo. Se não pensarmos numa meta ousada, como essa de triplicar a produtividade, o Estado corre o risco de sair desse mercado”, afirma Gustavo Saavedra. Ele explica que tecnologias de manejo para triplicar a produção existem e que, por isso, a meta é realizável.

“A ideia é que esse trabalho fique ainda mais intenso nos próximos anos, com o apoio de empresas de extensão, de créditos, de pesquisa, e gestões municipais, para revitalizar a cajucultura”, diz.

Alinhado às novas perspectivas para a cadeia produtiva da cajucultura no Estado, o Sebrae-RN desenvolverá, nos próximos três anos, juntamente com parceiros, uma série de novas medidas com vistas ao fortalecimento do setor. O foco é a revitalização de pomares e agregação de valor aos produtos produzidos por pequenas agroindústrias.

O Sebrae atua fortemente na fruticultura, com apoio à tecnologia, inovação, introdução de clones associados, orientação para enxertia, e iniciou o trabalho de identificação geográfica da castanha de Serra do Mel, de modo a atender a todas as regiões do Estado.



domingo, 28 de novembro de 2021

Rio Grande do Norte segue na liderança como exportador de frutas do Brasil, e só crescerá

 

A fruticultura do Rio Grande do Norte deverá movimentar cerca de R$ 1 bilhão em 2022, ultrapassando a marca de 2020, quando o Estado movimentou R$ 750 milhões, cifras que devem se repetir ao final deste ano. A estimativa é de Guilherme Saldanha, titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Sape), que participou da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit) na última semana.

“A gente termina esse ano muito bem, continuamos na liderança como o maior exportador de frutas do Brasil. O mundo está enfrentando um problema muto difícil de rota marítima e de contêiner, mas, mesmo assim, a gente deve crescer de 15% a 20%. Vamos passar a barreira dos US$ 200 milhões de frutas, o que representa R$ 1 bilhão de dinheiro estrangeiro que vai entrar aqui. Eu estou muito otimista”, comenta Saldanha.

O melão continua sendo o carro-chefe da produção frutícola potiguar, seguido por melancia, mamão, banana e manga. De acordo com dados do Sebrae/RN, em outubro passado, as exportações de melões frescos cresceram e totalizaram US$ 19,3 milhões. Na comparação com o mês anterior, o RN havia comercializado no mercado internacional US$ 10,8 milhões, desempenho que estava relacionado à retomada da entressafra da fruta. A expectativa é que 2021 alcance os mesmos números do ano passado, quando o Rio Grande do Norte exportou 300 mil toneladas de frutas frescas.

“Além do melão, a gente tem a consolidação de outras culturas, que devem evoluir em 2022. Temos melancia, banana, limão, abóbora e estamos enxergando a entrada da uva na nossa região, mas não só isso. Temos uma região que é capaz de produzir diversas outras culturas, não só com o objetivo de exportação, mas também de atender o mercado local. Por nós estarmos tão próximos dos portos da Europa e da América do Norte, isso faz com que tenhamos um potencial gigantesco”, afirma Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (Coex/RN).

Em agosto passado, o RN triplicou a capacidade de exportação de melão para o Chile, passando de quatro fazendas e três empacotadeiras em 2020 para 13 fazendas e 11 empacotadeiras habilitadas. O Brasil tem um acordo bilateral com o Chile, para exportação de frutos de melão e melancia frescos. O acordo é renovado anualmente, baseado em critérios como a certificação fitossanitária e o monitoramento das propriedades produtoras.

“Temos uma oportunidade muito boa. Nossa região é dotada de privilégios incomensuráveis, apenas 10% do Brasil tem solos com o nível de fertilidade que a nossa terra tem. Nós conseguimos produzir com níveis mais baixos de insumos e fertilizantes do que em outras regiões. Nós produzimos 12 meses por ano, enquanto alguns países desenvolvidos só conseguem ter uma ou duas colheitas por ano”, comenta Fábio Queiroga.

A maior produtora de melões e melancias do país, a Agrícola Famosa, que tem parte da sede em Mossoró, também espera aumentar o ritmo de produção e exportação em 2022. “A projeção é positiva e deve ser parecida com a de 2021. Com o câmbio valorizado, as exportações devem continuar altas e a demanda na Europa está boa. As exportações que tivemos neste ano foram muito importantes para o estado, para a geração de empregos”, pontua Luiz Roberto Barcelos, proprietário da Agrícola Famosa.

Pegando carona no surgimento e consolidação de outras culturas frutíferas no Estado, além do melão, a produtora Frutas Doce Mel também quer expandir os negócios pelo mundo no ano que vem. Na filial do Rio Grande do Norte, em Baraúna, o foco é na produção e distribuição do mamão para os mercados interno e externo.

“A população conhecia muito a nossa marca pelo mamão formosa e pelo abacaxi. Antes tínhamos uma produção toda voltada para a matriz, que fica em Mamanguape, e aqui em Baraúna. O mamão formosa a gente já exporta para 11 países. Com o passar do tempo, nestes 24 anos de empresa, foram vistas novas oportunidades de produzir e exportar outros produtos e atender atacadões. Estamos confiantes que cresceremos ainda mais em 2022”, afirma Caio Araújo, coordenador de marketing da empresa.


Produtores focam no mercado chinês

Atualmente, cerca de 40% das exportações de frutas do País saem do Rio Grande do Norte, a produção é destinada ao consumo interno e a exportação, tendo a Europa como principal destino, sobretudo o Reino Unido e a Holanda. Para produtores, investidores e autoridades do agronegócio, o momento é de estreitar laços com o mercado asiático, voltando as atenções para a China.

Passado pouco mais de um ano após envio das primeiras toneladas de melão à China, missão comercial de produtores potiguares ao país asiático buscará ampliar as exportações. O encontro ocorrerá em março do próximo ano e foi definido entre representantes do Sebrae no Rio Grande do Norte, Governo do Estado e Comitê Executivo de Fruticultura (COEX) junto ao Consulado chinês, durante o Fórum da Fruticultura, um dos eventos da Expofruit, em Mossoró.

Em participação virtual na palestra “Estratégias comerciais para a fruticultura”, a Cônsul Geral da China, Yan Yuqing, destacou a qualidade do melão potiguar e ressaltou a importância da cooperação comercial bilateral. Também participou do painel o adido comercial chinês Shao Weitong.   O país consome cerca de 17 milhões de toneladas da fruta ao ano.

“O Brasil possui condições naturais superiores para uma grande produção, muitas variedades e alta qualidade das frutas, tornando-se o terceiro maior produtor de frutas no mundo. Sendo o  mercado consumidor de frutas com maior potencial, a China tem crescente demanda por frutas e vegetais de alta qualidade do exterior. Portanto, é extremamente complementar a cooperação entre a China e o Brasil na área de comércio das frutas”, enfatizou Yuqing.


sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Senado aprova projeto do BR do Mar. Saiba mais!

 

A proposta do Governo Federal de criação do Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, o BR do Mar, foi aprovada pelo Senado Federal nesta quinta-feira (25). Modo de transporte seguro, eficiente e de baixo custo, a cabotagem – o trânsito de barcos entre portos – representa apenas 11% de participação da matriz logística do país.  A expectativa é que a nova legislação promova um aumento para 30%.

Entre outras metas, o Ministério da Infraestrutura pretende ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a 20 pés), em 2019, para 2 milhões de TEUs, em 2022, além de ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

O BR do Mar permitirá um maior equilíbrio da nossa matriz de transportes. O programa aumentará a oferta e incentivará a concorrência de embarcações afretadas, porque reduz custos e burocracia”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que saudou o esforço do relator da proposta, senador Nelsinho Trad (PSD-MS) na aprovação pelo Senado.

Nova votação

Como houve alteração do texto original pelos senadores, a matéria retorna para a apreciação da Câmara dos Deputados, que analisará somente as novidades incluídas no Senado. “A BR do Mar constituirá grande avanço na cabotagem brasileira, realmente vai incentivar. Teremos novos entrantes interessados em operar cabotagem, segmentos da indústria que hoje não trabalham cabotagem e pretende trabalha”, ressaltou o ministro. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Brasileiros encontram demanda por frutas nos Emirados

 

Representantes de 10 empresas brasileiras do setor de frutas estão em missão comercial ao Oriente Médio para conhecer as particularidades do mercado local. Viagem é promovida por Abrafrutas e Apex-Brasil, com apoio da Câmara Árabe.

A delegação brasileira do setor de frutas que se encontra em missão comercial aos Emirados Árabes Unidos nesta semana está percebendo a expressiva demanda que há no país pelo produto. “Embora o mercado seja bastante segmentado, de acordo com o nível de renda socioeconômica da população, parece que todos gostam das frutas tropicais que o Brasil produz”, disse para a ANBA o gerente de projetos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Jorge de Souza, que está nos Emirados.


Encontro no escritório da Câmara Árabe

As atividades da missão começaram na segunda-feira (22) e seguem até o sábado (27). A Abrafrutas promove a iniciativa com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), como parte do projeto de internacionalização do segmento, o Frutas do Brasil, e com apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Depois de dois dias de atividades, Souza afirma que há mercado. “Tem demanda”, diz. Na foto de abertura, visita da delegação a mercado local.

A viagem tem por objetivo buscar novos mercados para as frutas brasileiras no exterior e diminuir a dependência das exportações para locais como União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos. “Esses três destinos representam mais de 75% das nossas exportações, então desenvolver novos mercados é fundamental para o setor porque essa concentração oferece um grande risco mercadológico”, afirma Jorge de Souza.

O Oriente Médio foi escolhido por ter um clima favorável ao consumo das frutas e por ter baixa participação na exportação brasileira, cerca de 2%. “O objetivo é nos aproximarmos dos importadores, entendermos melhor as relações competitivas, quem são os nossos principais concorrentes, buscar soluções logísticas que diminuam custos, e, acima de tudo, entender o que o cliente do mundo árabe quer em termos de qualidade, tamanho de fruta, sabor, que variedades ele prefere”, diz o gerente.

Empresários visitaram a Expo 

As atividades da missão foram abertas com um encontro no escritório da Câmara Árabe em Dubai, no qual os brasileiros puderam ter contato com compradores de redes de supermercados, empresas de processamento e reexportação de frutas, companhias aéreas que fazem o transporte do produto e outros players, como a Tradeling, empresa de comércio digital B2B, e o escritório de advocacia Baker McKenzie, ambos dos Emirados. Os brasileiros ouviram uma explanação sobre os mercados árabe, do Golfo e Emirados, a certificação halal, entre outros temas.

O diretor do escritório da Câmara Árabe em Dubai, Rafael Solimeo, disse que os compradores árabes elogiaram as frutas brasileiras, principalmente por suas cores, sabores e competitividade, mas disseram que logística dificulta um pouco as importações. Segundo Solimeo, esse tema já vem sendo trabalhado e será aprofundado para facilitar a exportação das frutas brasileiras ao Oriente Médio e especificamente, aos Emirados Árabes Unidos.

Atividades nos Emirados

Representantes de dez empresas brasileiras de frutas participam da viagem. O grupo também já visitou o pavilhão do Brasil e de países árabes na Expo 2020 Dubai, como dos Emirados, Bahrein, Marrocos, Egito e Arábia Saudita, para entender melhor a cultura e o funcionamento de cada país e estabelecer relacionamentos. A Expo é uma exposição universal que ocorre por seis meses nos Emirados. Houve visita ao mercado de produtos frescos local de Dubai e à Zona Franca do Aeroporto de Dubai (Dafza). Boa parte das frutas são exportadas mundo afora por via aérea.



Atividades para conhecer o mercado local

“As visitas técnicas estão ótimas”, afirmou Souza, destacando que os temas tratados nelas são extremamente relevantes para que as empresas possam fazer um bom diagnóstico da região e entender que ações devem implementar para vender mais a esse mercado. Nesta quarta-feira (24), o grupo foi para o emirado de Abu Dhabi, onde conheceu pontos de venda locais, com o apoio do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Abu Dhabi, e foi recebido na Union Coop, cooperativa de supermercados.

O gerente de Projetos da Abrafrutas afirma que o objetivo maior da missão aos Emirados Árabes Unidos não é realizar vendas, mas há possibilidade de que elas sejam feitas. “Os contatos estão acontecendo e é bem possível que até o final da missão, até o próximo sábado, a gente consiga inclusive vender, tirar pedidos aqui em função desses contatos que a Câmara Árabe está nos propiciando”, disse.

Fonte: ANB

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Maranhão, Piauí e Pernambuco: projetos de ferrovia aprovados pela ANTT

 


Cinco projetos de novas ferrovias tiveram seus trajetos considerados viáveis nesta quinta-feira (18) pela diretoria-colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Elas serão implantadas no país por meio do instrumento de outorga por autorização a entes privados conforme previsto no Marco Legal das Ferrovias. Isso significa que os projetos – os primeiros do programa federal Pro Trilhos a serem apreciados pela ANTT – são compatíveis com a malha ferroviária já implantada no país.

Os empreendimentos propostos têm conexão com sete estradas de ferro em operação regular e cortam nove unidades da Federação – Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Piauí e Pernambuco.

Tiveram a viabilidade locacional aprovada pela ANTT os seguintes projetos:

Macro Desenvolvimento Ltda - Presidente Kennedy/ES a Sete Lagoas/MG, com 610 km de extensão e conexão com as ferrovias Vitória Minas e Centro-Atlântica (FCA)

Ferroeste – Cascavel/PR a Chapecó/SC, com 286 km de extensão e conectado com a malha da Ferroeste em Cascavel

Petrocity - Barra de São Francisco/ES a Brasília/DF, com 1.108 km de extensão e interligado à FCA

Grão Pará - Alcântara a Açailândia/MA, com 520 km de extensão e ligação com a Ferrovia Norte Sul (FNS) Tramo Norte e cruzamento com a Estrada de Ferro Carajás (EFC)

Planalto Piauí Participações: Suape/PE – Curral Novo/PI, com 717 km de extensão e conexão com a Transnordestina

Agora, os processos dos cinco empreendimentos retornam ao Ministério da Infraestrutura (MInfra) para avaliação se as propostas estão em conformidade com as políticas públicas do setor ferroviário. A análise será realizada pela equipe da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres (SNTT). Se a avaliação for positiva, a etapa seguinte será a outorga das autorizações para esses empreendimentos, seguida de assinatura de contrato e publicação no Diário Oficial da União.

MARCO LEGAL – Ao todo, o Ministério da Infraestrutura já recebeu 24 propostas de novas ferrovias a serem implantadas por 13 entes privados pelo regime de autorizações. Elas somam  R$ 100,92 bilhões em investimentos previstos e 7.590,69 quilômetros de extensão em novos trilhos, cruzando 14 unidades da Federação.

Outros três projetos estão em fase inicial, de conferência de documentação pela equipe da SNTT: quando devidamente formalizadas, eles podem elevar a projeção de investimentos para R$ 117 bilhões.

O Marco Legal das Ferrovias, criado pela Medida Provisória 1.065/2021, abriu a possibilidade de a malha ferroviária do país ser ampliada por meio do capital privado, graças ao instrumento da outorga por autorização. Ele também avança no Congresso Nacional, após a aprovação pelo Senado Federal do PLS 261/18. O texto agora será analisado pela Câmara dos Deputados. Caso aprovado sem mudanças pelos deputados, a tramitação se conclui e o projeto poderá ser sancionado pelo presidente Bolsonaro.


segunda-feira, 10 de maio de 2021

Irrigação estadual no Alto Sertão sergipano deverá ser ampliada com o Canal de Xingó

 

A notícia do aporte federal de R$ 5,9 milhões para elaboração do projeto executivo do Canal de Xingó renovou as expectativas. Quando concluído, o Canal poderá otimizar os sistemas de distribuição de água para irrigação nos perímetros públicos. Ao mesmo tempo em que amplia a oferta de água, podendo irrigar uma área de cerca de 11 mil hectares de terra, só no Alto Sertão Sergipano, também se amplia em até 16,5 mil o número de empregos diretos ofertados pela agricultura irrigada naquela microrregião. 

A Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), administradora do Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé de São Francisco, tem a expectativa de otimizar a oferta de água e diminuir custos operacionais com o novo canal; além de dispor de volume operacional para cobrir a demanda de novos projetos de irrigação que poderão surgir na faixa de influência do canal.


O engenheiro agrônomo que atua no planejamento dos perímetros irrigados da Cohidro, Platô de Neópolis e no projeto do futuro Perímetro Irrigado Manoel Dionísio, Paulo Feitosa, dá uma dimensão do que será o Canal de Xingó. “O canal inicia-se na barragem (da hidrelétrica) de Paulo Afonso IV, na Bahia. Entra em Sergipe com uma vazão de aproximadamente 22 mil litros de água por segundo e percorre 104km, aproximadamente, iniciando no município de Canindé passando por Poço Redondo, Porto da Folha e Monte Alegre de Sergipe, chegando até Nossa Senhora Glória. Esse projeto tem influência de 5km para cada margem, portanto, vai beneficiar pessoas que se situam nesta faixa de 10km, por onde passar dentro de Sergipe”, explicou o agrônomo.

Ainda de acordo com Paulo Feitosa, a água que vem aduzida do Rio São Francisco pelo canal será distribuída pelo Sertão, região mais seca do Estado, para fins de irrigação, abastecimento humano e animal, e também para indústria. “No caso da irrigação, ele prevê irrigar 11 mil hectares nessa trajetória, sendo os perímetros irrigados Califórnia e Jacaré-Curituba (Codevasf), em operação, o Manoel Dionísio Cruz, a ser implantado pelo Governo do Estado, e diversos outros novos projetos de irrigação previstos em toda sua extensão, até chegar em Glória. Do ponto de vista social, ele é de grande importância, assim como da parte do desenvolvimento econômico na região do Semiárido, que abrange 36 projetos de reforma agrária do Estado e do INCRA existentes, com cerca de 2 mil famílias assentadas. Cada hectare de terra irrigada gera de 1 a 1,5 emprego direto fixo por ano. Além disso, tem grande produção de alimentos”, complementa Paulo Feitosa.



O presidente da Cohidro, Paulo Sobral, considera a iniciativa um passo importante para o desenvolvimento do Alto Sertão, favorecendo as atividades-fim da Cohidro. “Recebemos, em Sergipe, a visita do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho no dia 23 de abril, que, na presença do governador Belivaldo Chagas, assinou a ordem de serviço para elaboração do projeto executivo do Canal de Xingó. A nossa companhia terá grande benefício na execução das suas atividades. Para a irrigação, a redução dos custos será repassada à tarifa d’água cobrada do irrigante do Califórnia, que tem como base o consumo de energia elétrica do perímetro. O canal vai colaborar muito na missão de levar água às localidades rurais distantes e carentes de abastecimento – demandas que hoje suprimos com a perfuração de poços, instalação de dessalinizadores, abertura e limpeza de barragens e construção de cisternas”, conclui Paulo Sobral.

Segundo o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Fonseca, quando concretizada, a obra trará os benefícios de, ao mesmo tempo, otimizar o abastecimento de água no perímetro Califórnia e viabilizar o início das atividades no Manoel Dionísio, novo perímetro cujo projeto executivo já está elaborado, prevendo o atendimento de 1.205 famílias com irrigação. “Hoje, o maior dos custos operacionais do perímetro Califórnia é a energia elétrica que bombeia a água com uma altura manométrica de 70m até o início do canal adutor do perímetro Califórnia, e, daí, a água chega à Estação de Bombeamento 02 (EB-02). O Canal de Xingó eliminaria esse uso de energia, com a água chegando à EB-02 só por gravidade”, destaca João Fonseca.



quarta-feira, 28 de abril de 2021

Novas tecnologias para melhorar o desempenho no campo com redução do impacto ambiental


 
O uso em culturas produtivas de bactérias encontradas no cacto Mandacaru, que ajuda a planta a conviver com a seca, é uma das tecnologias lançadas nesta terça-feira (27) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em comemoração aos 48 anos. Também foram anunciadas outras soluções para ampliar a produtividade do agronegócio brasileiro e reduzir o impacto ambiental, além do lucro social da Embrapa de R$ 61,85 bilhões, em 2020.

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, detalhou que o estudo para o uso das bactérias presentes no Mandacaru durou mais de uma década e agora permitirá que outras plantas consigam resistir e conviver melhor com a seca. “É o primeiro produto registrado no Brasil para esse fim, é um bioproduto, resultado de mais de uma década de pesquisa”, ressaltou. Moretti explicou que a aplicação será iniciada na cadeia produtiva do milho.

“Não tenho dúvida que essa será uma tecnologia que vai ter grande sucesso nas regiões com baixa disponibilidade de água no Brasil. Lembrando que somente o semiárido brasileiro tem 100 milhões de hectares ali localizado no bioma Caatinga. As plantas ali poderão ser muito beneficiadas por essa tecnologia”, avaliou Moretti.

Ferramentas para ampliar a produção

Foi lançada também a primeira cultivar brasileira de soja convencional com resistência à ferrugem asiática e tolerância a percevejos. Trata-se de uma soja convencional com duas tecnologias embarcadas que permitem a semeadura do grão de forma antecipada, o que viabiliza a inserção em sistemas de sucessão e de rotação com outras culturas.

“Acreditamos que essa soja vai atrair o interesse de produtores, principalmente daqueles que trabalham com soja orgânica, porque, além de não ser transgênica, esse material, por aliar tolerância à ferrugem e resistência a percevejos, vai facilitar muito o manejo fitossanitário e a redução do impacto ambiental”, explicou Moretti.

Outra novidade apresentada é a disponibilização de uma nova cultivar transgênica de algodão da Embrapa para o setor produtivo que alia alta produtividade à resistência a doenças. De acordo com a Embrapa, a variedade é indicada para o cultivo em áreas comerciais de elevada produtividade no Cerrado e estará disponível a partir da próxima safra de algodão.

O presidente da Embrapa também apresentou mais produtos da Plataforma AquaPlus, um conjunto de soluções práticas e inovadoras para a qualificação, o manejo e o melhoramento genético de espécies aquícolas. A plataforma conta com quatro ferramentas disponíveis, duas para a cadeia do tambaqui, uma para a cadeia do camarão e outra para a da truta. “Três outras tecnologias estão em fase final de testes para serem disponibilizadas para a cadeia da tilápia, do pirarucu e da pirapitinga”, detalhou Celso Moretti.

Lucro Social

Em 2020, a Embrapa gerou um lucro social de R$ 61,85 bilhões, valor que foi obtido a partir da avaliação do conjunto de tecnologias da Embrapa e dos impactos econômicos, sociais e ambientais produzidos por elas. A amostra foi de 152 tecnologias e 220 cultivares desenvolvidas, além dos indicadores laborais e sociais. A Embrapa está presente em todo o território brasileiro, com 43 centros de pesquisa.

“É um aumento no benefício econômico de 4% proporcionado pelas tecnologias da Embrapa e de seus parceiros ao setor agropecuário em relação ao ano de 2019. Em 2020, a cada R$ 1 investido pela sociedade brasileira na Embrapa, a empresa devolveu para a sociedade R$ 17”, disse Celso Moretti.

Entre as contribuições tecnológicas sustentáveis da Embrapa em 2020 estão a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, por intermédio do Plano ABC, iniciativa que soma dez anos de existência.

Também a criação de um equipamento de ressonância magnética nuclear para análise de matérias-primas e produtos alimentícios e a contribuição para a formulação de uma nova norma sobre rotulagem nutricional de alimentos que tem o objetivo de tornar mais transparentes as informações prestadas ao consumidor.



Brasil e Japão anunciam colaboração para agricultura de precisão e digital


 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o governo japonês, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), promoverão projeto de desenvolvimento colaborativo na área de agricultura de precisão e digital. O documento de registro de discussões foi assinado pelo secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo, e o chefe da JICA no Brasil, Masayuki Eguchi, em reunião nesta terça-feira (27), em Brasília (DF).

A partir de um entendimento mútuo, ambas as partes acordam em estabelecer o "Projeto de Desenvolvimento Colaborativo da Agricultura de Precisão e Digital para o Fortalecimento do Ecossistema de Inovação e a Sustentabilidade do Agro Brasileiro”, tendo como pilares a inovação e a sustentabilidade no agronegócio brasileiro. A agricultura de precisão faz uso da tecnologia para planejar a produção agrícola, reduzir custos, aumentar a produtividade e diminuir os impactos ambientais, sendo um dos pilares da agropecuária do futuro.

“Brasil e Japão são parceiros de longa data. O trabalho conjunto permitiu que o Brasil se tornasse o líder da agricultura tropical mundial e, hoje, avançamos na agricultura do século XXI, que tem como missão preservar produzindo”, declarou o secretário Fernando Camargo ao lembrar a parceria com o país asiático para a conquista do Cerrado e o desenvolvimento tecnológico da produção no Centro-Oeste brasileiro.

O chefe da JICA, Masayuki Eguchi, destacou o papel do Brasil como fornecedor de alimentos para o mundo de forma sustentável, atendendo mais de 1 bilhão de pessoas. “Este projeto é muito importante para nós e para o mundo, já que o Brasil é o fornecedor mundial de alimentos e temos a perspectiva de aumento populacional, além de ser potencial produtor de bioenergia.”

A JICA prevê uma visita técnica ao Japão, no segundo semestre de 2021, para elaboração de subsídios para o projeto definitivo. A agência japonesa atua com projetos de cooperação no Brasil há 62 anos. Dez dos projetos no país são voltados à agricultura e abrangem temas de irrigação e sistemas agroflorestais.



quarta-feira, 14 de abril de 2021

Governo Bolsonaro apoia produção de trigo no Nordeste e colheita é surpreendente: cerca de 2 vezes o rendimento médio do cultivo de trigo no Brasil!

 

O governo Bolsonaro segue em busca de inovações para a melhoria da economia do Brasil. Desta vez, com um trabalho voltado para o trigo, um dos cereais mais importantes para alimentação e cultivado especialmente em regiões frias no mundo, o Brasil ganhou um novo espaço para a produção. Mesmo sendo uma região quente, o Nordeste recebeu o plantio e a colheita do cereal.

O trabalho feito pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em fazer com que a água chegue à região nordestina pode fazer com que novos feitos como este virem rotina.

A preocupação passada pelo titular do MDR para o presidente Jair Bolsonaro sobre a chegada da água na região é exatamente para que novas fontes de recursos sejam extraídas do Nordeste, que, apesar de quente, possui solo fértil para plantações. Além de fornecer o direito básico à população.

O plantio experimental é resultado de uma parceria entre a iniciativa privada e pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Ministério da Agricultura. No primeiro teste, obteve-se como resultado uma produção mais acelerada. Do plantio até a colheita, foram necessários 75 dias em solo cearense. Normalmente, o cereal é colhido em até 180 dias no resto do país.

O resultado obtido nessa primeira experiência permite prever uma colheita maior nos próximos anos com cultivos podendo ser realizados em outros estados como Piauí e Alagoas.

O trigo foi colhido pela 1ª vez no Ceará nessa safra 2019/2020. Numa área experimental de 1,6 hectare rendeu uma colheita de 8,5 toneladas de trigo. A produtividade foi de 5,3 toneladas por hectare.

O resultado surpreende porque é cerca de 2 vezes o rendimento médio do cultivo de trigo no Brasil. Os líderes na produção do cereal no País são o Paraná e o Rio Grande do Sul. Respectivamente, eles são responsáveis por 48,2% e 39,6% do alimento colhido este ano. A produtividade destes estados é de 2,95 toneladas por hectare e 2,9 toneladas por hectare.

“O Brasil está produzindo trigo no Ceará e com alta produtividade, superando até lavouras do Sul”, diz Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Isso mostra que precisamos estar cada vez mais antenados com a modernidade das novas tecnologias para vários produtos que podemos usar internamente e, ao mesmo tempo, gerar superávit para nossas exportações.”

O resultado obtido nessa primeira experiência permite prever uma colheita maior nos próximos anos com cultivos podendo ser realizados em outros estados como Piauí e Alagoas.

Luis Eduardo Magalhães, na Bahia, também já entrou no páreo, e pode alcançar 20 mil hectares de área plantada com trigo nos próximos anos.

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Trecho da Ferrovia de Integração Oeste Leste é concedido à iniciativa privada

 

Mais um dia de leilões do Infra Week, uma semana dedicada a concessões de aeroportos, portos e ferrovia na Bolsa de Valores B3. Depois das concessões de 22 aeroportos, na última quarta-feira (7), foi leiloado, nesta quinta-feira (8), o primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL). O vencedor do certame foi a empresa Bamin (Bahia Mineração), que ficará responsável, por 35 anos, pelo trecho de 537 quilômetros de extensão que liga as cidades de Ilhéus e Caetité, na Bahia.

“Um investimento que vai, primeiro, permitir a conclusão de uma obra inacabada há 10 anos. Nós, finalmente, vamos ver a obra da FIOL tomando corpo, terminando, chegando no porto. Essa concessão equaciona a questão do Porto Sul; e a gente vai ter um sistema integrado: mina, ferrovia, porto”, ressaltou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

A concessão da FIOL destravará o projeto e garantirá R$ 3,3 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,6 bilhão destinados à conclusão das obras do trecho, que estão com 80% de execução. Também permitirá a criação de 55 mil empregos diretos e indiretos. O valor de outorga para a FIOL ofertada pela Bahia Mineração foi de R$ 37,730 milhões.

A expectativa é a de que o trecho 1 da FIOL, leiloado pelo Ministério da Infraestrutura, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), comece a operar em 2025, transportando mais de 18 milhões de toneladas de carga, entre grãos e, principalmente, o minério de ferro produzido na região de Caetité. Volume que deve dobrar em 2035, superando 50 milhões de toneladas de carga e ampliando a participação ferroviária na matriz de transportes do Brasil.

FIOL 1

O traçado da FIOL 1 atravessará as cidades baianas: Ilhéus, Uruçuca, Aureliano Leal, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Itagi, Jequié, Manoel Vitorino, Mirante, Tanhaçu, Aracatu, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Lagoa Real, Rio do Antônio, Ibiassucê e Caetité.

Segundo o superintendente de Processos Licitatórios B3, Guilherme Peixoto, esse é um importante corredor de escoamento de minério de ferro do sudoeste baiano por meio do porto de Ilhéus. “A concessão desse trecho mostra que o setor privado pode operar e gerir com qualidade um serviço que trará benefícios para a economia e impulsionará a produtividade de setores estratégicos do Brasil, como o agronegócio, por exemplo.”

Outros trechos da FIOL

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o Governo Federal também trabalha nos projetos para concessão dos outros dois trechos da Ferrovia de Integração Oeste Leste: a FIOL 2, entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), com obras em andamento, e a FIOL 3, de Barreiras (BA) a Figueirópolis (TO), que aguarda licença de instalação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Será um corredor de escoamento que terá um total de 1.527 quilômetros de trilhos, ligando o porto de Ilhéus ao município de Figueirópolis, ponto em que a FIOL se conectará com a Ferrovia Norte-Sul e o restante do país.

Infra Week

Um total de 28 ativos do Governo Federal serão repassados à iniciativa privada durante a Infra Week, que começou na última quarta-feira (7). Os contratos devem render cerca de R$ 10 bilhões em investimentos nos próximos anos.

O primeiro leilão, na última quarta-feira (7), concedeu à gestão da iniciativa privada 22 aeroportos, com previsão de R$ 6,1 bilhões em investimentos. Foram leiloados terminais em três blocos. O Bloco Norte, com a participação de aeroportos como o de Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Tabatinga (AM); o Central, que conta com terminais de Teresina (PI) e Petrolina (PE); e o Bloco Sul, que abrange aeroportos como o de Curitiba (PR) e Londrina (PR).

“A Infra Week já é um sucesso. Ontem, foram 22 aeroportos. Ou seja, num único dia, nós fizemos a mesma quantidade de aeroportos que nós tínhamos feito em toda a nossa história aeroportuária. E, hoje, a Ferrovia de Integração Oeste Leste”, festejou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

Nesta sexta-feira (9), serão leiloados cinco terminais portuários, sendo quatro nos portos de Itaqui (MA) e o outro em Pelotas (RS). Serão R$ 600 mil de investimentos contratados no setor.



quinta-feira, 8 de abril de 2021

Edital seleciona roteiros turísticos para participarem do Projeto Experiências do Brasil Rural



Começam nesta segunda-feira (8) as inscrições para a seleção de roteiros turísticos, que contemplam empreendimentos de agricultura familiar, para participarem do Projeto Experiências do Brasil Rural. A ação visa promover o turismo em áreas rurais do país, apoiando a promoção e a comercialização de produtos, serviços e destinos da agricultura familiar. 

A iniciativa é resultado de parceria entre os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Turismo (MTur), junto à Universidade Federal Fluminense (UFF).

As inscrições podem ser feitas até o dia 2 de abril. Neste primeiro edital do projeto, serão selecionados oito roteiros turísticos, das cinco regiões do Brasil, pertencentes às cadeias agroalimentares do queijo, do vinho, da cerveja e dos frutos da Amazônia.

>> Clique aqui para acessar o edital com todas as informações

>> As inscrições podem ser feitas a partir do dia 8 de março, clicando aqui

“O turismo rural é uma importante ferramenta para promover a diversificação da renda do produtor familiar, a geração de empregos, a conservação do patrimônio natural e cultural e a melhoria da qualidade de vida local. Todos saem ganhando quando impulsionamos as rotas turísticas com a valorização da agricultura familiar, pois aproxima a população urbana das pessoas do campo, possibilitando um valioso intercâmbio cultural, e, ao mesmo tempo, leva renda para muitas famílias de pequenos produtores”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

Aos roteiros selecionados neste edital será disponibilizada uma equipe de apoio técnico para auxiliar na estruturação dos destinos e empreendimentos, bem como na comercialização de produtos e serviços.

As rotas serão contempladas com uma pesquisa diagnóstica, para identificar as potencialidades e os possíveis desafios ao trabalhar a agricultura familiar como diferencial competitivo. Com base no resultado da pesquisa, será elaborado um plano de ação e inovação para superar os principais gargalos observados em cada roteiro turístico.

Também estão previstas atividades de capacitação com produtores rurais, empreendedores e empresários, voltadas para a criação e o aprimoramento de roteiros que estejam aptos à comercialização.

Por meio das ações, a iniciativa buscará promover a inserção dos produtos da agricultura familiar nos bares, restaurantes, meios de hospedagem, lojas de artesanato e outros equipamentos que fazem parte dos roteiros.

A relação parcial das propostas habilitadas na primeira etapa da seleção será divulgada no dia 9 de abril. Já o resultado final do edital será divulgado no dia 24 de maio de 2021.


Pré-requisitos

Para participar do processo de seleção, o roteiro turístico deve estar vinculado a uma das cadeias produtivas definidas pelo projeto e possuir pelo menos um estabelecimento da agricultura familiar, produzindo ao menos um produto das cadeia produtivas de interesse do projeto, com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) válida, ou o correspondente a, no mínimo, 10% de todos os estabelecimentos da rota, caso ela contemple mais de 10 estabelecimentos. 

É necessário comprovar que o roteiro turístico, incluindo os empreendimentos da agricultura familiar, é comercializado, disponibilizando informações acessíveis do roteiro na web (website, redes sociais, notícias publicadas na web, dentre outros) e/ou apresentar folders ou outros materiais que comprovem que o roteiro já é divulgado e comercializado.

Outro pré-requisito é a apresentação de declaração de órgão oficial estadual ou municipal de turismo atestando a existência e o funcionamento do roteiro turístico. Todos os empreendimentos que compõem o roteiro devem estar situados nos municípios integrantes do Mapa do Turismo Brasileiro 2019. 

É indispensável que os participantes do projeto tenham acesso à internet para participarem das atividades, pois, devido às restrições impostas pela pandemia da Covid–19, a maior parte das ações será realizada de forma virtual.

O Projeto Experiências do Brasil Rural é fruto de Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre o MAPA e o MTur, em outubro de 2020, com o propósito de ampliar e diversificar a oferta turística brasileira, incluindo produtos e serviços da agricultura familiar no mercado turístico brasileiro.




Programa apoiará 40 empreendimentos rurais no Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte



Empreendimentos do agronegócio localizados na região do semiárido têm agora a oportunidade de receber consultoria técnica, melhorar a produtividade e minimizar os impactos econômicos causados pela Covid-19. Com esse objetivo, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), investirá mais de R$ 465 mil por meio do Programa de Aceleração de Empreendimentos Rurais no Semiárido.

A iniciativa selecionará entre oito e dez empreendimentos em cada um dos quatro estados participantes: Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. As inscrições estão abertas até o dia 17 de abril.

“Este é um programa construído para o fortalecimento da gestão desses empreendimentos no momento de crise. Há muita sintonia com o eixo de inovação do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), além do eixo da interiorização de demandas, facilitando a descentralização dos investimentos. Nós esperamos que as empresas beneficiadas deem um salto de qualidade, tanto na gestão quanto no acesso a mercados”, destacou o superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto.

O público-alvo da seleção é composto por cooperativas, associações, assentamentos rurais, organizações comunitárias, empresas do agronegócio de pequeno porte e produtores individuais de pequeno porte.

Além de estarem localizados na região semiárida dos quatro estados abrangidos pelo programa, os empreendimentos devem desenvolver atividades produtivas relacionadas aos ramos de alimentos, caprinocultura, apicultura, pecuária, pesca e artesanato, entre outras. A participação dos projetos selecionados terá a duração de até 13 meses.

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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Inscrições para o 3º Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil podem ser feitas até 30 de junho


Produtores já podem se inscrever no 3º Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil. As inscrições podem ser feitas até 30 de junho de 2021 neste link de endereço.

Podem participar os produtores de cacau do país, com lotes produzidos obrigatoriamente no Brasil no período de  2020 e 2021. O concurso tem duas categorias: blend (mistura de variedades) e varietal (uma única variedade).

O concurso tem como finalidade incentivar a melhoria da qualidade e da sustentabilidade na produção de cacau especial no Brasil, com a divulgação do uso da amêndoa em chocolates especiais e a promoção deste segmento junto aos consumidores.

O concurso é coordenado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac/Mapa) em parceria com o Centro de Inovação do Cacau (CIC). O trabalho é conduzido pela pesquisadora em Tecnologia e Ciências Agrícolas da Ceplac, Neyde Alice Pereira.


Seleção 

As amêndoas de cacau passarão por uma análise físico-química como: umidade, peso, tamanho, pH, aroma e prova de corte, para a verificação do índice de fermentação e de possíveis defeitos.

Um comitê técnico, formado por pelo menos dez especialistas, fará uma análise sensorial do líquor. Seguindo a metodologia do CoEx, serão avaliados os atributos de sabor e aroma positivos e negativos de cada amêndoa em uma escala de zero a dez.  A nota da qualidade global servirá para aprovação das finalistas. As provas serão realizadas no Centro de Inovação do Cacau na Bahia, em data a ser definida pela Comissão Coordenadora.

Outra etapa avaliará a  qualidade do chocolate. Uma comissão julgadora, composta por 15 profissionais da área técnica de cacau e chocolate e com experiência em degustação do produto, será responsável pela inspeção. Os critérios para prova seguirão o Protocolo de Degustação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), que considera 19 atributos de sabor do cacau e a nota da qualidade global.

Premiação

Serão premiados os produtores de cacau que apresentarem a maior nota em qualidade global de líquor e chocolate e mínimo de 7 pontos na nota final de sustentabilidade.

Categoria Cacau especial: 1º lugar receberá um certificado e R$ 7 mil em prêmios, 2º lugar receberá o certificado e R$ 4 mil em prêmios e o 3º lugar, certificado e R$ 3 mil em prêmios.

Categoria Cacau varietal especial: 1º lugar receberá certificado e R$ 5 mil em prêmios, 2º lugar receberá certificado e R$ 3 mil em prêmios e o 3º lugar, certificado e R$ 2 mil em prêmios.

A cerimônia de premiação está prevista para o dia 20 de novembro.

Nas duas primeiras edições do concurso, foram premiados produtores do Pará, da Bahia e do Espírito Santo.

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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Selo Mais Integridade 2021/22: inscrições encerram dia 4 de junho

 

As inscrições para o Selo Mais Integridade 2021/22 encerram dia 4 de junho. A quarta edição do projeto foi lançada dia 2 de março; podem participar empresas e cooperativas do agronegócio.

Nesta edição, o Selo pretende reconhecer organizações do agro que adotam práticas de integridade com enfoque na responsabilidade social, sustentabilidade, ética e comprometimento de impedir fraudes, suborno e corrupção.

As inscrições podem ser feitas no seguinte endereço: https://sistemas.agricultura.gov.br/agroform/index.php/183221?lang=pt-BR

A cerimônia de premiação está prevista para janeiro de 2022.

Na última edição, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) premiou 19 empresas, sendo que quatro delas receberam a certificação pela segunda vez e oito, pela terceira vez. A premiação foi entregue pela ministra Tereza Cristina e pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

Para conquistar o Selo Mais Integridade, a empresa ou cooperativa precisa comprovar que tem um programa de compliance, código de ética e conduta, canais de denúncia efetivos,  promove ações com ênfase na responsabilidade social e ambiental e  treinamentos para melhoria corporativa, Além disso, é preciso estar em dia com as obrigações trabalhistas, não ter multas relacionadas ao tema nos últimos dois anos, não ter casos de adulteração ou falsificação de processos e produtos fiscalizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), ter ações de boas práticas agrícolas enquadradas nas metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e não ter cometido crimes ambientais nos últimos 24 meses.

Toda a documentação é analisada pelo Comitê Gestor do Selo, instituído pela Portaria nº 599, de 16/04/2018. Após a análise e homologação do resultado, a lista com as vencedoras é publicada no Diário Oficial da União, até o dia 31 de dezembro de 2021. 

O Mapa é pioneiro entre os ministérios na implementação de um selo setorial alinhado ao Programa de Fomento à Integridade da Controladoria-Geral da União.


quinta-feira, 1 de abril de 2021

Startups podem se inscrever até dia 9 de abril para apresentar soluções de produção sustentável no maior evento mundial sobre sistemas ILPF



Startups em sintonia com a produção agropecuária de forma sustentável em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) podem se inscrever gratuitamente, até 9 de abril, no ILPF Conecta. O desafio selecionará três empresas com soluções para o desenvolvimento de atividades agrícolas, pecuárias e florestais em uma mesma área de forma sustentável. Para se inscrever, as empresas devem preencher o formulário disponível neste link

O ILPF Conecta integra o II Congresso Mundial sobre Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, maior evento mundial sobre Sistemas ILPF (WCCLF, sigla em inglês), que será realizado nos dias 4 e 5 de maio, em formato 100% virtual. 

As startups selecionadas estarão em um espaço virtual, ao vivo, exclusivo para interagir com investidores e especialistas, demonstrando suas soluções tecnológicas, que devem abordar uma das temáticas a seguir: 


O diretor de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cléber Soares, explica que os Sistemas ILPF estão entre as principais estratégias de produção sustentável. “Eles podem ser implantados combinando dois ou três componentes, conforme particularidades de cada propriedade rural”, explica, ao citar as modalidades de integração: sistema agropastoril (lavoura-pecuária); sistema silvipastoril (pecuária-floresta); sistema silviagrícola (lavoura-floresta) ou sistema agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta). 

Etapas da seleção 

Após a inscrição, os projetos serão avaliados por uma banca de especialistas e investidores no período de 12 a 21 de abril. Até o dia 23 de abril, serão anunciadas as startups selecionadas. 

Essas empresas realizarão apresentações de seus pitches ao vivo no primeiro dia do WCCLF, 4 de maio. Já, as três finalistas se apresentarão no Painel Especial de Inovação do WCCLF 2021 para todos os participantes do Congresso, no dia 5 de maio, quando será anunciada a startup vencedora. 

O WCCLF 2021 é promovido pelo Mapa, em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e demais parceiros Rede ILPF, Semagro e Famasul. 

O ILPF Conecta também é uma parceria com o maior evento de tecnologia para o Agro da América Latina, o AgroBIT Brasil. As três startups premiadas no WCCLF já estarão automaticamente classificadas para a fase de apresentações ao vivo na Smart Farm AgroBIT.


Produtos com Selo Nacional da Agricultura Familiar passam de 700 para 7 mil em um ano

 

Criado para identificar e promover os produtos da agricultura familiar, o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) tem sido cada vez mais buscado. Tanto que a quantidade de produtos com a certificação passou de 700, em 2019, para mais de 7 mil, em 2020.

A procura é resultado de medidas adotadas pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa que facilitaram o acesso ao selo.

“É um importante instrumento para identificar e dar ainda mais visibilidade aos produtos da agricultura familiar, que vêm crescendo e se organizando cada vez mais. Para ampliar o alcance do Senaf, desburocratizamos o processo de solicitação e renovação, que agora podem ser feitos de forma prática pela internet. Também otimizamos o controle, cruzando a base dados com o atual sistema de registro vigente, que é a DAP [Declaração de Aptidão ao Pronaf]. Essas ações ampliaram o alcance do Senaf, aumentando em dez vezes a quantidade de produtos reconhecidos, que o consumidor pode encontrar nas feiras e prateleiras de supermercados”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.

O Senaf potencializa a exposição e a comercialização da produção familiar ao aproximá-la do consumidor final, dando-lhe condições para checar a origem e as características do produto por meio de um QR Code. Ao apontar a câmera do celular para o código impresso no selo, o consumidor é automaticamente direcionado para uma página web, contendo informações sobre aquele produto, como estado e município de origem, especificações da embalagem, valor nutricional e o contato do produtor familiar.

Para ampliar a visibilidade dos produtos e aproximar quem consome de quem produz, o Mapa disponibiliza para o cidadão a Vitrine da Agricultura Familiar, uma plataforma que apresenta o catálogo com todos aqueles produtos identificados com o selo e as principais informações. Na Plataforma, o consumidor encontra hortifrútis, sucos, cosméticos, cafés, carnes e artesanatos produzidos por agricultores familiares de todo o Brasil.


Produtos na Vitrine

Ao acessar a Vitrine da Agricultura Familiar, o interessado encontra informações sobre a geleia de maracujá, o doce de goiaba, a compota de umbu e outros produtos da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc). Com 270 cooperados, em a maioria mulheres, a cooperativa, localizada na Bahia, produz doces e geleias à base de frutas nativas do sertão.

Fundada em 2004, a partir da união de 44 agricultoras, que desejavam organizar a produção e comercialização, a Coopercuc atua, hoje, junto a mais de 700 famílias, em 18 comunidades, e tem capacidade para produzir, anualmente, 800 toneladas de doces. O carro-chefe é o doce feito de umbu, uma fruta rica em sais minerais e vitaminas.

Na Vitrine da Agricultura Familiar, estão expostos 14 produtos da Coopercuc. Além do Senaf, a cooperativa, que busca promover a sustentabilidade das famílias envolvidas, estimulando a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, dispõem de certificados que atestam que seus produtos são orgânicos e comercializados de forma justa.

A presidente da cooperativa, Denise dos Santos, ressalta os benefícios da certificação recebida do Mapa. “A nossa intenção com o selo era justamente para termos o reconhecimento como produtos da agricultura familiar, pois participávamos de muitas feiras de produtores familiares. E o Senaf é importante, pois a gente consegue ter o reconhecimento e as pessoas conseguem ter a garantia de que é um produto da agricultura familiar. Então, é um processo muito importante para os agricultores e cooperativas”, afirma.

Denise dos Santos conta que sempre aconselha outras cooperativas da agricultura familiar a solicitarem o selo e relata que a certificação amplia a visibilidade dos produtos e organizações de agricultores familiares. “Os resultados sempre foram muito positivos. A gente tem bastante reconhecimento nessa questão da agricultura familiar, principalmente, por conta do Senaf, que possibilita que outras instituições conheçam as cooperativas que utilizam o selo”.


Nas prateleiras virtuais da Vitrine da Agricultura Familiar também estão os cafés com certificações orgânicas e de comércio justo produzidos pela Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM).

A Coopfam existe desde 2003, com sede em Poço Fundo, no Sul de Minas Gerais. Conta com 430 famílias cooperadas e atua em 20 municípios da região, além de outros seis municípios da Zona da Mata. Atualmente, 19 produtos da cooperativa estão na Vitrine da Agricultura Familiar.

A presidente da Coopfam, Vânia Silva, destaca que a inovação foi um dos motivos que levaram a organização a aderir ao selo. “Solicitamos para aproveitar a oportunidade de ter um selo com rastreabilidade e com acesso facilitado para identificar novos produtos. Com o uso do selo, esperamos passar uma maior confiabilidade para os clientes devido a uma maior rastreabilidade. É interessante também para as nossas participações em chamadas públicas, pois o café que fornecemos vai com o selo”.

O papel do Senaf na promoção de uma aproximação entre consumidor e agricultor familiar também é ressaltado pela presidente da cooperativa. “O Senaf é bem reconhecido entre os consumidores. Hoje, temos um movimento de clientes que buscam valorizar os pequenos e o selo fala por nós nas gôndolas. Para a agricultura familiar é uma forma de se fazer presente, de estar em evidência”, avalia Vânia.


Como solicitar o Senaf

O Senaf pode ser solicitado por agricultores familiares, cooperativas ou associações de agricultores familiares e empresas. Para isso, é necessário ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Física ou Jurídica; cumprir as obrigações legais para a produção e a comercialização dos produtos; atender às regras sanitárias, ambientais, de consumo e de segurança do trabalho aplicáveis à produção, à comercialização e ao consumo dos produtos identificados pelo Senaf; e, no caso das empresas, apresentar notas fiscais que comprovam a aquisição de produtos da agricultura familiar.

Existem sete tipos diferentes do Senaf. Todos são voltados para produtos da agricultura familiar, mas cada tipo tem requisitos específicos para obtenção. Os selos disponíveis são: Senaf da Agricultura Familiar, Senaf Mulher, Senaf Juventude, Senaf Quilombola, Senaf Indígena, Senaf Sociobiodiversidade e Senaf Empresas.

O agricultor familiar ou representante de cooperativa que deseja solicitar o selo, precisa acessar a plataforma Vitrine da Agricultura Familiar, no endereço http://sistemas.agricultura.gov.br/vitrine, e clicar na opção “Solicite o Selo”. O solicitante será direcionado para uma página com detalhes sobre o Senaf. Depois de ler as informações, basta clicar em “Solicite aqui” e digitar um CNPJ, no caso de DAP Jurídica (empreendimento, cooperativa ou associação), ou CPF, no caso de DAP Familiar (agricultor familiar individual). Em seguida, é preciso preencher o formulário eletrônico e prestar todas as informações sobre o empreendimento e os produtos nos quais pretende aplicar o selo.

Na Vitrine, é possível solicitar o Senaf, cadastrar o produto, acompanhar a tramitação, e, posteriormente, acessar o selo com o número de série específico e o QR Code. Tudo com agilidade, modernidade e eficiência, de maneira simples e sem nenhum custo para o agricultor e sua forma de organização social ou empresa.

CLIQUE e confira os requisitos específicos de cada tipo do Senaf.

terça-feira, 23 de março de 2021

“Produtor é protagonista na conservação da água”, destaca ministra da Agricultura em anúncio de investimentos para o Programa Águas Brasileiras



Nesta segunda-feira (22), em que se comemora o Dia Mundial da Água, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da cerimônia de anúncio de investimentos para o Programa Águas Brasileiras. O Governo Federal anunciou a parceria com dez empresas que vão patrocinar ações do programa, em solenidade no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e outros ministros.

A ministra disse que a água também é prioridade no Ministério da Agricultura. Segundo ela, o produtor tem, portanto, um papel protagonista na conservação da água.

“O produtor rural tem uma relação simbiótica com esse insumo essencial para o desenvolvimento da produção vegetal, a alimentação dos animais e para sua própria sobrevivência. É no campo que se dá o “milagre” da produção e conservação da água. Muitas das nascentes dos nossos córregos e rios se encontram em propriedades rurais, nas áreas de preservação permanente e nas reservas legais”

Tereza Cristina anunciou que, no mês de abril, o Mapa irá lançar o programa “Águas do Agro”, focado na proteção de microbacias hidrográficas.

O objetivo será fortalecer o uso de tecnologias sustentáveis e boas práticas de manejo de água e solos, Através de assistência técnica, capacitação e crédito rural. Além de contribuir com os objetivos de preservação, essas práticas também melhoram a renda do produtor rural.

“Trabalhando modelos de produção, vamos fortalecer a bioeconomia, aumentar a produção agropecuária, proteger os solos e garantir o ciclo natural da água”, disse a ministra.

O Programa Águas Brasileiras busca alavancar iniciativas de recuperação de áreas degradadas com o uso de tecnologias avançadas, em parceria com o setor produtivo rural. Também visa consolidar e recuperar Áreas de Preservação Permanentes (APPs), avançar nos mecanismos de conversão de multas ambientais e pagamentos por serviços ambientais e aprimorar medidas de gestão e governança que garantam segurança hídrica em todo o País.

O objetivo é ampliar a quantidade e a qualidade da água disponível para consumo e para o setor produtivo, de forma a fomentar o desenvolvimento regional e garantir mais qualidade de vida para a população. O Programa Águas Brasileiras conta com a participação dos ministérios do Desenvolvimento Regional (MDR), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Meio Ambiente (MMA), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com estados e municípios.

As propostas selecionadas pelo programa contemplam mais de 250 municípios de dez estados e visam o uso sustentável dos recursos naturais e a melhoria da disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os usos múltiplos.

Painel

O Mapa ainda participa da programação do Seminário Águas Brasileira nesta segunda-feira, a partir das 16h30, no painel “O setor do agronegócio e sua contribuição para a Segurança Hídrica”. A diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini, apresentará estratégias integradas para a conservação de água e solo com ênfase nos programas Plano ABC, Projeto Rural Sustentável e Águas do Agro.

O painel ainda contará com a participação da coordenadora de Conservação de Solo e Água do Mapa, Soraya Barrios de Araújo, que abordará o tema “PronaSolos – uso da inteligência territorial para aumento da produtividade e sustentabilidade”. O painel poderá ser acompanhado pelo link: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/seguranca-hidrica/programa-aguas-brasileiras/seminario-aguas-brasileiras

As atividades do Seminário continuam nos dias 23 e 24 de março e podem ser assistidas online, sem necessidade de inscrição prévia.




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