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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Produção de "Coco Seco" no Brasil - destino incerto ou solução à vista?


Por Humberto Rollemberg Fontes

Entre diversos fatores que limitam a produção do "coco seco" no Brasil, os produtores encontram no baixo preço do produto, um fator da maior importância e que de certa forma, dificultam os investimentos neste setor. Como conseqüência, observa-se atualmente, que grande parte do nosso coqueiral encontra-se decadente, tendo em vista que, além de apresentar idade avançada, não são adotadas práticas de manejo cultural e fitossanitário, que permitam aumento de produção de frutos. Há de se considerar também, que a flutuação da produção de coco seco, está relacionada com o déficit hídrico característico da região Nordeste, que se caracteriza pela má distribuição de chuvas durante o ano, com reflexos no preço final do coco.

A partir do final da década de 1980 e início de 1990, a situação do produtor de coco agravou-se com a importação do coco ralado de países produtores da Ásia e África onde os preços do produto são infinitamente inferiores àqueles praticados no Brasil, tendo em vista os menores custos de produção, principalmente no que se refere à mão de obra, além do que os produtores daqueles países recebem subsídios governamentais. Esta importação foi realizada com o argumento de que a produção nacional seria insuficiente para atender o mercado interno em função da baixa oferta do coco, atribuído à época ao problema de seca no Nordeste. Como conseqüência, observou-se uma significativa queda  de  preço  do  produto  no  mercado  interno,  não  justificando  muitas  vezes  o produtor pagar para realizar a colheita de suas plantas.

Visando contornar esta situação, o Sindcoco (Sindicato dos produtores de coco do Brasil) solicitou ao governo federal, a implantação das chamadas medidas de salvaguardas, que a partir de 2002, estabeleceram cotas de importação do coco ralado, protegendo de certa forma a produção nacional. Estas medidas perduraram por 10 anos e foram extintas no último dia 31 de agosto, possibilitando assim a partir desta data, a importação livre do coco ralado.

Diante desta situação, foi obtido junto ao governo federal, autorização para elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) de 10 para 55%, aplicada sobre o preço do coco ralado importado, com o objetivo de reduzir o impacto sobre preço do coco no mercado interno. De acordo com estudos realizados, para que a indústria brasileira possa ser competitiva, o preço mínimo do coco ralado integral importado deve ser da ordem de R$10,00 a R$ 11,00/ kg e isso só ocorre quando o preço FOB fica próximo a U$ 2,00 e o câmbio na base de um U$ 1,00 para R$ 2,00. De acordo com informações do Sindcoco, foram importadas no último mês de agosto, 1.605.486 kg de coco ralado, com preço FOB que variaram de U$ 1,16 a U$ 2,28 / kg, o que corresponderia a um valor internado de R$ 8,18 a R$ 12,30/kg respectivamente. Observa-se, no entanto, uma tendência de queda do preço do coco ralado no mercado internacional, aproximando-se de U$ 1,00/kg, situação esta que traria graves conseqüências sobre o preço do produto nacional.

Foi protocolada ainda junto ao Ministério da Agricultura uma solicitação para que o coco ralado importado seja submetido às mesmas exigências que a legislação brasileira impõe ao produto nacional. Nessas condições, se esta medida for aprovada, só poderiam exportar coco ralado para o Brasil aquelas empresas que, após inspeção do MAPA e da ANVISA, preenchessem os requisitos da nossa legislação.

Diante do exposto, e em razão da inexistência de políticas governamentais de estímulo a cultura do coqueiro no Brasil, há  necessidade de que os produtores de coco se adequem a esta nova realidade, aumentando principalmente no caso de  pequenos produtores, a eficiência dos seus sistemas de produção, possibilitando assim a sua sobrevivência diante do aumento da competição com o produto importado, a qual, tende a se expandir ao longo dos anos. Deve-se observar ainda, que durante o período de vigência das medidas salvaguardas, não foram adotadas em grande parte, as chamadas "medidas de ajustes" solicitadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que exigiam uma adequação  da produção nacional a esta nova realidade, e que previam a recuperação e renovação das atuais áreas de plantio, possibilitando assim maior competitividade da nossa produção em relação ao produto importado. Neste contexto, o projeto Rede de transferência de tecnologias para revitalização das áreas cultivadas com coqueiros na baixada litorânea e tabuleiros costeiros do Nordeste do Brasil, coordenado pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, iniciado em abril 2009 com previsão de encerramento para outubro deste ano, contribuiu de certa forma, para manutenção e prorrogação das medidas de salvaguardas, uma vez que atendiam em parte as citadas medidas de ajustes, realizando treinamentos e dias de campo com técnicos e produtores de coco.

Levando-se em consideração que grande parte do coqueiral atualmente existente encontra-se comprometido pelos motivos anteriormente comentados, consideramos que o investimento em tecnologia para a sua recuperação deve ser avaliado com cautela, uma vez que em muitos casos, o produtor não obterá os resultados pretendidos. Uma alternativa principalmente para o pequeno produtor, seria a   consorciação de culturas nas entrelinhas do coqueiral, que além de aumentar a receita beneficia indiretamente a produção do coqueiro. A associação com animais também pode ser adotada, utilizando- se neste caso a vegetação natural de cobertura para pastejo, introduzindo-se também os chamados "bancos de proteínas", constituído principalmente de leguminosas arbóreas perenes de múltiplo uso, como a Gliricídia sepium que além de beneficiar o coqueiro através da adubação verde, constitui-se em fonte de proteína para ruminantes, além do que pode ser utilizada para formação de cercas vivas forrageiras.

No caso de novos plantios, deve-se dar preferência à utilização de mudas selecionadas adotando espaçamento em quadrado que possibilite a consorciação de culturas durante toda a vida do coqueiral. Em se tratando de pequenos produtores, pode-se optar pelo plantio da variedade Gigante, pela sua menor capacidade de investimento, como também, pela possibilidade de realização do plantio em condições menos favoráveis. O plantio de híbridos intervarietais constitui-se numa alternativa principalmente para grandes produtores, em função dos custos mais elevados da muda e das maiores exigências em relação ao clima, solo e ao sistema de produção adotado.  Neste caso, o plantio em triângulo eqüilátero possibilita um aumento de 15% do número de plantas por área plantada, que se reflete no aumento de produtividade.

Diante do exposto, e considerando- se a perspectiva de aumento das importações do coco ralado, pode-se prever que os produtores de coco seco deverão enfrentar nos próximos anos um novo desafio, e como tal, necessitam modificar a sua forma de exploração. Recomenda-se assim o cultivo do coqueiro como parte de um sistema integrado de produção, privilegiando sistemas com baixo uso de insumos externos, possibilitando maior retorno e sustentabilidade do seu empreendimento. Há de se considerar também, a necessidade de que sejam implantadas políticas públicas desenvolvimento neste setor, viabilizando a renovação de coqueirais decadentes, possibilitando ainda agregação de valor ao produto final, que possam se refletir em aumento de receita do produtor, e conseqüentemente no desenvolvimento da região como um todo.


Humberto Rollemberg Fontes
Engenheiro Agrônomo e Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros
Contato - humberto.fontes@embrapa.br

segunda-feira, 19 de março de 2012

Kony 2012 - verdade ou mentira? Seja um ser pensante e analise!

Jason Russell torna-se alvo da mídia. Mas qual o foco
principal: Russell ou Joseph Kony?
Por Marcia Cruz


Ontem, 18/03, a Rede Globo exibiu uma matéria no programa Fantástico, falando sobre a ONG americana “Invisible Children” (Crianças Invisíveis), responsável pela campanha mundial "Kony 2012". A matéria começou falando do espetacular resultado do vídeo produzido para a campanha, o mais visto em todo o mundo, e num tempo recorde. Em seguida, começa a questionar sobre a integridade da ONG, mostrando que a mesma arrecadou US$ 13,7 milhões no último ano, e que gastou quase US$ 9 milhões, sendo a maior  parte com despesas de pessoal, viagens e com a realização de vídeos. E então eles informam que apenas 37% do valor arrecadado foi destinado para obras de caridade. 


O detetive virtual (nome do quadro do Fantástico), o repórter Rodrigo Bocardi, diz: "Ninguém duvida de que Joseph Kony é um criminoso perverso que precisa ser detido. Mas a dúvida é: será que o dinheiro que a Invisible Children arrecada e gasta fazendo vídeos vai mudar alguma coisa?". E é sobre isto que quero falar.


Crianças na Uganda - de invisíveis a notícia mundial graças ao sucesso das ações da Invisible Children
Foco da campanha 


Primeiro, o objetivo principal da Invisible Children não é fazer caridade e sim levar a informação sobre as atrocidades na Uganda para o mundo. E isto, Bocardi, a ONG conseguiu. E se a estratégia vai mudar alguma coisa? Ora, sejamos sinceros e justo: já mudou! A campanha é um sucesso mundial e o vídeo muitíssimo bem produzido.


Vamos deixar de ser marionetes e ser seres pensantes! Se você vê o video vai entender que as primeiras imagens são sim mais antigas. A criança a quem Jason Russell fez a promessa,o Jacob, é mostrado ainda criança e também já rapaz, em imagens mais recentes. Há uma cronologia no filme. E o fato é real!


Assista o video e compare por si mesmo!



Jason Russell botou, literalmente, a boca no trombone
O que de fato está incomodando


Há dois fatores que estão incomodando os poderes no mundo. 


Primeiro: um jovem que usa o seu talento em fazer videos para impactar o mundo com a sua mensagem. Isto abalou o poder da mídia, pois é um poder que a internet tem e que nos coloca, nós, os internautas, como transformadores do mundo. Isto abala a balança de controle do poder no mundo, e isso é assustador para quem sempre teve o mundo, hipoteticamente, sob controle.


Segundo: a estratégia da ONG é fantástica também em sair do trivial e usar o poder da comunicação para abalar a opinião pública. E porque? Porque embora estando em 1o lugar como o maior inimigo do mundo pelos seus atos de sequestro, prisão e abuso sexuais com as crianças de Uganda, na África, Joseph Kony foi ignorado  pelas forças mundiais, por não ser considerado um “perigo para a humanidade”, como Saddam Hussein e Osama Bin Laden.

O que precisava ser feito então? Mobilizar a opinião popular para que os políticos, que são movidos por voto, fizessem alguma coisa. A estratégia foi tornar Joseph Kony conhecido e sensibilizar os políticos e os famosos para que abraçassem a causa. E isto, vamos ser francos, foi alcançado. A campanha é um sucesso mundial!

E com resultados práticos! No final do ano passado o presidente dos  EUA, Barak Obama, pressionado pelas ações da Invisible Children, finalmente enviou 100 militares para ajudar na captura de Kony, o que é uma grande vitória da campanha. 

Russell e seu filho, que aparece no video
Agora, questionam sobre a integridade de Jason Russell


A matéria no Fantástico também mostrou um video onde Russell aparece nu na rua, em descontrole. O site da Globo divulgou uma notícia na qual fala da prisão de Russell (click e leia). Nela, diz que um porta-voz da ONG divulgou uma nota informando que Russell foi hospitalizado após sofrer de "exaustão, desidratação e desnutrição": "Ele agora está recebendo cuidados médicos e está se concentrado na recuperação. As últimas duas semanas tiveram um peso emocional severo sobre todos nós, especialmente sobre Jason, e esse peso se manifestou em um incidente infeliz ontem."

Mas, afinal, quem é Jason Russell? 

Achei muito interessante as informações que encontrei no Blog de Fabio Madia (click e leia). 

"Jason Russell é um dos fundadores da ONG Crianças Invisíveis. Um talentoso produtor de filmes, trabalhou na Pixar e chegou a vender seu musical “Moxie” para ninguém menos que Steven Spielberg e assim poderia ter caminhado pela vida. Só que um dia, em uma filmagem na África, tomou consciência da realidade das crianças de Uganda, dominada por um monstro chamado Joseph Kony, considerado o inimigo número 1 do Mundo pelos seus atos de sequestro, prisão e abuso sexuais com as crianças locais. Por não se tratar de um “perigo para a humanidade”, como Saddam Hussein e Osama Bin Laden, simplesmente foi ignorado pelas maiores forças mundiais até hoje.


Mas Jason em sua visita acabou fazendo uma promessa a uma dessas crianças, um jovem chamado Jacob. Prometeu que iria mudar essa triste realidade. Seu desafio? Alertar o Mundo sobre a existência do monstro chamado Joseph Kony e sensibilizar os países e a ONU a tomarem uma atitude e prender Kony, mas Jason não conseguirá sem nossa ajuda. Ele precisa de todos nós.


Chegou o tempo por que tanto esperamos, o tempo de mudarmos o Mundo. Agora uma única coisa pode nos impedir de conseguir tudo que sempre quisemos: nós mesmos. E aí, vamos mudar o Mundo?"


Russell: apaixonando-se pela causa. Como tudo começou!
E aí, vamos mudar o mundo?!

É esta proposta, do poder que temos de mudar o mundo através da conexão mundial da internet, que está incomodando. Muito mais que a prestação de contas do valor usado pela ONG, tenha certeza disto!


Não vou, aqui, julgar o que aconteceu com Jason Russell, nem os motivos dele ter tido esse surto. "Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra". 

Eu penso num jovem que tem um talento fantástico... e isso fica comprovado na qualidade da edição do video Kony 2012... que trabalhava num dos maiores estúdios do mundo, o Pixar... Penso num jovem determinado que tem a ousadia de vender seu musical "Moxie" para Steven Spielberg... e que poderia ter continuado sua bela carreira, mas que tem seu destino mudado ao se incomodar com a situação daquelas crianças na Uganda... crianças pobres, negras e, de fato, invisíveis!... 


Só que ele não apenas se incomodou, mas agiu para cumprir sua promessa a uma criança que diz que preferia estar morto que vivo, de tão triste que era sua vida... tão sem esperança!... Porque ninguém se importava com o que acontecia com elas!... Ninguém!...


Num jovem que usa seu talento e sua garra para fazer algo a favor destas crianças... Num jovem que com ações inteligentes e criativas, consegue tornar seu video o maior sucesso mundial... e como isso deve ter incomodado...


Stop Kony: prisão ao Kony é o que importa!
Bem, eu não sei quanto a você, mas eu continuo apoiando a Invisible Children e a campanha Kony 2012.


Por fim, também quero comentar sobre a opinião de Jonuel Gonçalves, professor da Universidade Candido Mendes, que falou ao Detetive Virutal, no Brasil, dizendo que a situação mostrada no vídeo não existe mais. "Kony tem um exército muito menor, tem uma capacidade de movimentação territorial muito limitada, provavelmente estará no Congo neste momento. E o armamento, pegaram pouco o armamento dele, ele deve ter arsenais escondidos, só que uma parte é inútil, quer dizer, não recebe munição. Então ele não pode arriscar operações como ele arriscava antes", disse ele ao repórter da Globo.


Se a ação de Kony diminuiu, já foi por influência da ONG Invisible Children. E o objetivo da campanha não é diminuir a ação de Kony, e sim acabar com o famigerado exército de crianças na África e prender Kony, para que ele seja devidamente punido pela Justiça pelos crimes bárbaros que cometeu e ainda continua fazendo, mesmo em "menor escala". 


Se estas crianças estão hoje na mídia, bem como Joseph Kony, é graças as ações da Invisible Children. 


Se o dinheiro doado precisa ser melhor fiscalizado, que seja, mas não destruam o sonho destes jovens idealistas que estão sim mudando o mundo e nos ensinando que podemos muito mais que simplesmente usar  as redes sociais para futilidades do dia a dia: podemos sim mudar o mundo!


Joseph Kony: este sim é o verdadeiro criminoso
E eu termino meu texto parafraseando Fabio Madia: Jason Russel não conseguirá prender Joseph Kony sem nossa ajuda. Ele precisa de todos nós. Chegou o tempo por que tanto esperamos, o tempo de mudarmos o Mundo. Agora uma única coisa pode nos impedir de conseguir tudo que sempre quisemos: nós mesmos. 


E aí, vamos mudar o mundo?


Marcia Cruz

Kony 2012 - Prisão para Joseph Kony, EU APOIO!!! E VC?!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Big Brother Brasil: um programa imbecil, em verso e prosa pelo cordelista Antonio Barreto. Leia e compartilhe!


Antônio Barreto: Big Brother é um desserviço ao país
Amante da cultura popular, dos livros, da natureza e da poesia, o professor-poeta-cordelista Antônio Barreto nasceu em Santa Bárbara, no interior da Bahia, e reside em Salvador. 


Graduado em Letras Vernáculas e pós-graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira, Barreto tem vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, e em dezembro de 2006 lançou seu terceiro livro de poemas, "Flores de Umburana", pelo Selo Letras da Bahia.


Atualmente, vem sendo divulgado por email um cordel que pelo menos, deveria mexer nos brios de Pedro Bial e, principalmente, do povo brasileiro. É uma análise sobre o programa de reality show da Rede Globo, o Big Brother Brasil, que rende milhões à emissora e, de fato, nada de produtivo traz aos telespectadores. 


Porque, pensando bem, o programa não passa de um grande caça níquel televisivo que enriquece a Globo e, como disse o professo Barreto, atrofia a mente do povo brasileiro onde os chamados "heróis" protagonizam um mundo de palhaçadas num zoológico humano onde impera a esperteza, a malandragem e a baixeza. Um desserviço ao Brasil!


Confira o texto do cordel a seguir!



BIG BROTHER BRASIL: UM PROGRAMA IMBECIL.




Autor: Antonio Barreto
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.





Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.


Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.


Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.


O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.


Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.


"Bial, respeite o povo brasileiro!"
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.


Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.


Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social


Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.


Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.


A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.


Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.


Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.


Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.


É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.


Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.


E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.


E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.


"Nós somos o culpado, porque sai do nosso bolso
esses milhões desejados, que são ligações diárias
desnecessárias pra esses desocupados".
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.


A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.


Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.


Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?


Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Reflexões sobre a PLC 122, "lei da homofobia"

Hoje é dia de votação da PLC 122, conhecida como a "lei da homofobia". Algumas mudanças foram feitas, pois realmente haviam descalabros quanto a liberdade religiosa e de pensamento, o que a tornou também conhecida como "lei da mordaça gay".


A opção e intimidade sexual cabe a cada um, pois temos livre arbítrio e a prestação de contas diante do Deus Vivo é individual. A agressão física e violência é algo condenado por nosso Mestre Jesus Cristo (Mateus 26.52), portanto, não são atitudes de verdadeiros cristãos.


Mas entender que essa opção é fruto de uma condenação de Deus por conta da idolatria (Romanos 1.24-27) e defender os valores bíblicos também é um direito de nós, cristãos, que cremos na Palavra de Deus e no Senhor Jesus. Como observou a senadora Marta Suplicy em seu relatório entregue à Comissão dos Direitos Humanos (CDH), na segunda, dia 5: "Mesmo firmes no propósito de combater a discriminação, não podemos esquecer do princípio da liberdade religiosa, inscrito no inciso VI do art. 5° de nossa Carta Magna, segundo o qual é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias".


Concordo! Se a pessoa quer viver um relacionamento homossexual, que viva, mas o seu direito não exclui o meu direito de ter a minha liberdade de consciência e de crença, nem tampouco lhe dá o direito de desrespeitar o livre exercício dos cultos religiosos, nem suas liturgias.


Porque se a gente não pôr limites, daqui a pouco vão dizer que a Bíblia é homofóbica, vão invadir os templos e exigir liberdade de expressão, se agarrando de forma proposital para que sejam retirados e processem os lideres das igrejas, e vão exigir que se casem nas igrejas cristãs.


Quanto a parte trabalhista, onde fica o direito de pais de famílias que não quiserem empregados domésticos ou babás que sejam homossexuais? É um direito que cabe a eles! Da mesma forma um empresário.


O que esta lei deve focar é na proteção contra a violência física, mas não pode desrespeitar o direito do outro de ser contrário a opção homossexual. Não se trata de homofobia, e sim de liberdade de escolha.


Quanto a violência, um lembrete do Mestre Jesus Cristo: "Embainha à tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão" (Mt 26.52).


Que seja tudo conforme a vontade soberana do nosso Pai celeste, no nome de Jesus. Amém!


Marcia Cruz
Jornalista

sábado, 4 de junho de 2011

O que você acha sobre a criação do novo Estado brasileiro, Tapajós, a partir da divisão do Pará?

A criação do estado de Tapajós, a partir da divisão do Pará, foi aprovada por 61% dos internautas que participaram de enquete sobre o assunto promovida pelo DataSenado. A enquete, respondida entre 15 e 31 de maio de 2011, contou com a participação de 12.399 internautas.
A criação do estado do Tapajós está prevista no Projeto de Decreto Legislativo 19/1999, aprovado pelo Senado na semana passada. O projeto agora vai à promulgação e deverá ser realizado um plebiscito para que a população paraense se manifeste sobre o assunto.

Mas e você, mesmo não sendo morador do Pará, mas como cidadão brasileiro, o que pensa sobre o assunto?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Para Sarney, Bin Laden foi vítima de sua própria violência

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA) disse, nesta segunda-feira (2), que Osama Bin Laden - morto no domingo em operação no interior do Paquistão, segundo informou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - foi vítima de sua própria violência.
- O fim que ele perseguiu em vida era de realmente chegar a essa morte, uma vez que um homem que fez tanto mal para a humanidade, que dedicou a sua vida ao terror, que matou tantos inocentes, que teve uma vida toda ela destinada à violência, foi vitima da própria violência - disse.
Para Sarney, a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda e responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, não deverá provocar uma onda de retaliações pelo mundo.
- Eles [a Al-Qaeda] estão muito debilitados. As nações aliadas que se colocaram contra o terror têm feito um trabalho de desmontagem dessa rede mundial de terrorismo - afirmou.

Fonte: Agência Senado

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SUS irá oferecer aparelhos ortodônticos e implante dentário a partir de agora. Saiba mais!

Por Marcia Cruz


Parece brincadeira, mas não é! Aparelhos bucais para corrigir a posição dos dentes e a mordida, os chamados aparelhos ortodônticos, e implante dentário passarão a ser ofertados pelo programa governamental Brasil Sorridente. 

O anúncio dos novos serviços foi feito hoje, segunda, dia 5 de maio, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e devem ser incluídos pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde de acordo com a organização e agilidade de cada uma.

Com os dois novos tratamentos, o governo federal estima atender mais 1,15 milhão de brasileiros este ano. Em 2010, foram 25 milhões de atendimentos nos centros de odontologia do programa em todo o país.

O ministério estima um aumento de R$ 134 milhões no orçamento total do programa para este ano com a inclusão dos serviços. O dinheiro será repassado aos estados e municípios conforme os atendimentos. No ano passado, as ações na área de saúde bucal somaram R$ 710 milhões.

Os centros do programa já fazem tratamento de canal, gengiva, cirurgias corretivas e estéticas, além de exames para diagnosticar o câncer bucal.

Vamos fazer a nossa parte e exigir das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de cada Estado a agilização para que os benefícios cheguem o quanto antes à população.

Parabéns a equipe de Saúde do Governo Federal e do SUS pela iniciativa. Que o dinheiro do Brasil Sorridente seja de fato aplicado em prol da população que não tenha acesso aos tratamentos, e que não acabe em mais uma história de corrupção e engodo.

Que o país dos desdentados, como já foi chamado em décadas passadas, torne-se agora um país sorridente, de gente com sorriso bonito e, o que é melhor, com bons e reais motivos para sorrir.


Marcia Cruz
marciacruz@conexaonordeste.com.br 

Fonte dea Notícia: Agência Brasil/Voz do Brasil


terça-feira, 29 de março de 2011

O ônus e o Bônus do crescimento


Nos últimos anos, as capitais do Nordeste foram tomadas por escritórios e fábricas de empresas que antes não viam necessidade de ter operação na região – e agora veem. Quem saiu ganhando com esse movimento foram os nordestinos, que têm mais opções de empregos, e os profissionais de outros estados que foram transferidos para lá e passaram a desfrutar de suas belas praias.

De acordo com o levantamento da consultoria pernambucana Ceplan, o Nordeste foi responsável pela criação de 20% dos 2,5 milhões de empregos gerados em todo o Brasil em 2010. Este ano, as 95 empresas que afirmaram ter vagas na região da pesquisa da revista VOCÊ S/A confirmaram o ritmo acelerado. De acordo com os empregadores, serão abertas 32.720 vagas, quase o dobro de oportunidades apuradas no ano passado. Serviços, construção civil, e varejo são os setores que mais vão demandar profissionais em todos os níveis.

Segundo Francisco Cunha, analista de mercado e sócio da TGI Consultoria, as oportunidades estão concentradas nos setores de infraestrutura (construção civil pesada), alimentos, naval e petroquímico. Na avaliação dos analistas, o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste, soma de todas as riquezas produzidas na região, deve crescer acima da média nacional. No momento, há projetos em andamento para a construção de refinarias, instalações portuárias, fábricas de alimentos e instalações industriais na área química. Esses empreendimentos empregam um contingente enorme de pedreiros, carpinteiros, soldadores e eletricistas. E, claro, muitos engenheiros. Porém, há ainda um grande número de vagas que serão criadas a partir do momento em que as indústrias entrarem em operação. E isso deve acontecer ao longo dos próximos meses e nos anos seguintes. “Aí será necessária mão de obra mais qualificada, algo de que a região ainda é carente”, diz o economista Jorge Jatobá, da Ceplan Consultoria. Portanto, a demanda das empresas por administradores, engenheiros, financistas e profissionais de recursos humanos, entre outros, deve crescer no curso e no médio prazo.

Formando em casa

Para não ter os planos de expansão interrompidos, as companhias estão optando por formar os profissionais dentro de casa. “Estamos investindo por conta própria em programas de qualificação e capacitação para suprir a nossa necessidade”, diz a gerente de pessoas e organização da Odebrecht Infraestrutura, Silvana Sacramento. A empresa pretende contratar 7800 profissionais no Brasil, sendo 2730 no Nordeste. “No total, teremos 5.460 profissionais com o perfil básico da construção civil. As demais vagas são para cargos técnicos e de nível superior”, diz Silvana. Uma das portas de entrada na Odebrecht para aqueles que estão saindo da universidade é o programa de trainee. O salário inicial para quem é efetivado após o programa é de 3.900 reais e pode ser engordado semestralmente em até 9% dependendo dos resultados apresentados na avaliação de desempenho. Na hora de recrutar funcionários mais experientes, é avaliada também a disponibilidade para mudar de cidade. “Hoje essa característica é fundamental. Não buscamos profissionais que queiram estar fixos em um único local. Com o crescimento do país, as obras acontecem em todos os lugares, então, essa disponibilidade se torna praticamente uma exigência”, diz.

A força do Varejo

O grupo potiguar Guararapes, controlado pela rede de lojas de departamento Riachuelo, pretende criar mais de 5.000 vagas no Brasil ao longo do ano. Desse total, 1.500 postos de trabalho são destinados ao Nordeste. “Vamos abrir 23 novas lojas do país, sendo que 10% do total das vagas são para cargos de liderança”, diz Mauro Mariz, diretor de RH do grupo. No nível gerencial, cujo primeiro posto é o de supervisor, o salário inicial é de 5.000 reais, podendo subir dependendo do cargo e da especialização do profissional. Para o executivo de RH, o setor vem passando por um processo de intensa profissionalização. “Até pouco tempo atrás, o varejo era desvalorizado, não conseguia atrair os bons profissionais do mercado. Hoje, é um segmento que oferece remuneração agressiva e um bom plano de carreira, tornando-nos mais competitivos”, diz.

Artigo de Paulo Emílio – Você S/A Edição 153

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pensão vitalícia para ex-governadores de SE é inconstituciona e ofende aos princípios da impessoalidade e da moralidade, afirma o presidente nacional da OAB



O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou na tarde desta quinta-feira (26) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para contestar o artigo 263 da Constituição Estadual de Sergipe, que permite o pagamento de pensão vitalícia aos ex-governadores que tenham exercido o cargo por, no mínimo, seis meses.

A ação, ajuizada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob número 4544, com pedido cautelar, contra a Assembleia Legislativa de Sergipe, é assinada pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante.

Na ação, a OAB se debate especialmente contra o referido artigo, que prevê que o ex-governador fará jus a um subsídio mensal igual aos vencimentos recebidos por um desembargador do Tribunal de Justiça sergipano. No entendimento da OAB, tal previsão na Constituição estadual, bem como o efetivo pagamento dos valores, violam a Constituição de 1988 sob vários aspectos.

AFRONTA A CARTA MAGNA

Primeiramente, a OAB sustenta que é inadmissível a criação de requisitos ou critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria a ex-governador de Estado, uma vez que a atual Constituição estabelece que todos os trabalhadores são submetidos ao regime geral de Previdência Social.

Para a entidade, a concessão de pensão especial a ex-governador afronta flagrantemente a Carta Magna. "Não há conceituação jurídica válida que resguarde a vantagem outorgada no artigo 263 da Constituição sergipana, não havendo fundamento na Constituição Federal que a ampare".

A Constituição estadual também viola a Federal, segundo a OAB, por que esta última não traz em seu texto norma semelhante à que antes existia na Constituição de 1967, que estabelecia a destinação desse tipo de privilégio a ex-presidentes da República. "Não pode o legislador sergipano instituir privilégios a ex-governadores, sob risco de infração ao princípio da simetria (...). A opção da Constituição Federal em silenciar completamente a instituição de subsídio a ex-chefe do Poder Executivo configurou-se em verdadeira norma central, em verdadeiro princípio estabelecido do Poder legislativo brasileiro, que deve ser seguido de modo obrigatório e absolutamente vinculativo pela Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe", sustenta a OAB.

OFENDE OS PRINCÍPIOS DA IMPESSOALIDADE E DA MORALIDADE

Outro ponto levantado na ação é o fato de que a previsão de pagamento da referida pensão a ex-governadores ofende aos princípios da impessoalidade e da moralidade (previstos no artigo 37 da Carta Magna), que veda a instituição de privilégios e o tratamento desigual.

Para a OAB, a lei estadual instituiu verdadeira "regalia" baseada em condição pessoal do beneficiado e "afronta a ética e a razoabilidade", uma vez que inexiste qualquer interesse público a ser albergado.

A OAB lembra, finalmente, que são remunerados por meio de subsídio o presidente e o vice-presidente da República, ministros de Estado, os governadores e vices, secretários estaduais, prefeitos e secretários municipais, além de senadores, deputados federais e estaduais, vereadores e juízes. Logo, segundo a entidade, a Carta Magna não autoriza a concessão de subsídios a quem não é ocupante de cargo público (eletivo ou efetivo), não restando dúvida que ex-governador não possui mandato eletivo e muito menos é servidor público. "O dispositivo combatido instituiu, em termos práticos, benefício sob a alcunha de subsídio, contudo, com características de provento ou pensão, especialmente porque estabelece como condição o término do exercício do cargo ou função pública", afirma a entidade.

Com base nesses argumentos, a OAB Nacional requer, na Adin, a concessão de medida cautelar para suspender de imediato a eficácia do artigo 263 da Constituição sergipana e, por fim, que o Supremo declare a inconstitucionalidade do referido artigo.

Fonte: Conselho Federal da OAB
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